A jovem Natália Cristina da Cruz Miranda, de 21 anos, morreu nesta terça-feira (1º), após permanecer 104 dias internada na Santa Casa de Araçatuba (SP). Ela havia sido baleada na cabeça durante um ataque ocorrido em maio, enquanto trabalhava em uma espetaria localizada nas proximidades da Praça Allan Kardec, conhecida como “Praças Gêmeas”.
O ataque aconteceu no dia 17 de maio de 2026. Segundo informações divulgadas durante a investigação, um homem identificado como Wilson Barbosa Modaneis, de 30 anos, foi atingido pelos disparos e morreu no local. Outras pessoas também foram atingidas, entre elas Natália.
A jovem sofreu um grave ferimento na cabeça e precisou ser hospitalizada. Durante o período de internação, chegou a deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas posteriormente apresentou uma nova intercorrência e precisou retornar à terapia intensiva.
Após mais de três meses de tratamento, Natália não resistiu e morreu na Santa Casa de Araçatuba. O sepultamento ocorreu em Birigui (SP), na quarta-feira (2).
Família questiona atendimento - Após a morte, familiares de Natália procuraram a Polícia Civil e levantaram questionamentos sobre a condução do tratamento médico durante a internação.
O pai da jovem registrou uma ocorrência e relatou suspeitas de possíveis falhas no atendimento. Segundo a família, um médico particular teria apontado questões que deveriam ser investigadas.
A Santa Casa de Araçatuba, por sua vez, informou que Natália chegou à unidade em estado extremamente grave, com lesões provocadas pelo disparo, e que recebeu atendimento e acompanhamento de equipe multiprofissional durante o período de internação.
Diante dos questionamentos apresentados pela família, a Polícia Civil solicitou exame necroscópico ao Instituto Médico-Legal (IML) para auxiliar na apuração da causa e das circunstâncias da morte.
Até o momento, não há conclusão oficial que confirme negligência ou erro médico. As suspeitas apresentadas pelos familiares ainda são objeto de investigação.
Investigação do ataque continua - A Polícia Civil também continua investigando o ataque ocorrido em maio para esclarecer a autoria e a motivação dos disparos.
Natália, que trabalhava no estabelecimento no momento do crime, acabou se tornando uma das vítimas do ataque. A morte da jovem, mais de três meses depois, acrescenta um novo capítulo à investigação.
As autoridades deverão aguardar os resultados dos exames e demais diligências antes de apontar responsabilidades sobre as circunstâncias que levaram à morte da jovem.