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PF prende empresário de Prudente e ex-presidente do INSS em operação contra descontos irregulares em benefícios

Ação da Polícia Federal e da CGU investiga esquema nacional de cobranças associativas não autorizadas em aposentadorias e pensões do INSS

Publicada em 15/11/25 às 07:48h - 25 visualizações

por Redação - Grande Rio Web TV


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A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã de quinta-feira (13) uma nova fase da investigação que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados aplicados em aposentadorias e pensões do INSS.

Entre os presos estão o empresário de Presidente Prudente, Cícero Marcelino de Souza Santos, e o ex-presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, que comandou a Procuradoria Federal Especializada entre 2011 e 2017.

Segundo a PF, o grupo é suspeito de integrar uma estrutura que desviava valores de beneficiários por meio de mensalidades indevidas cobradas por associações. Entre elas está a Conafer, apontada na CPMI do INSS como uma das entidades envolvidas no esquema.

Cícero Marcelino já havia prestado depoimento à comissão parlamentar em outubro, quando admitiu ter aberto empresas para prestar serviços à Conafer a pedido do presidente da confederação, Carlos Roberto Ferreira Lopes. Informações da Agência Senado indicam que o empresário recebia valores provenientes das cobranças irregulares, sob a justificativa de prestação de serviços.

No depoimento, Marcelino afirmou que a maioria das empresas criadas atendia exclusivamente a demandas de Lopes e que repassava recursos seguindo planilhas internas. Ele e a esposa teriam movimentado cerca de R$ 300 milhões ligados à Conafer desde 2019. A IBC Prudente Apoio Administrativo, ligada ao empresário, recebeu R$ 16 milhões da entidade, valores que teriam sido utilizados para cobrir despesas da Lagoa Alta, empresa associada à esposa de Lopes.

O empresário declarou ainda possuir documentos que sustentam suas afirmações e negou relação com outros investigados, como o “Careca do INSS” e Maurício Camisotti. Também afirmou nunca ter pago propina a agentes públicos e disse que o título de “assessor” da Conafer era simbólico, negando participação na gestão interna da confederação.

Com informações do Portal Prudentino.




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